Adeus, Caixinha de Extrato de Tomate!
O dia de hoje vai ficar na minha memória para sempre, pois vou sempre recordar do dia em que finalmente consegui vender minha Caixinha de Extrato de Tomate!!
Como eu já disse aqui no Blog, a vida é feita de oportunidades. Oportunista foi meu primo que me propôs a troca do meu antigo Kadett (esse carro também gerou belas histórias) por sua Fiat Uno, que ele dizia estar “filé”! Como na época eu estava desprovido de condições monetárias (duro, sem grana mesmo...) aceitei o negócio, mediante uma volta de dinheiro da parte dele. Eu mal sabia o quanto iria me arrepender...
Pra começar, a “Caixinha” era a álcool, e isso me irritava profundamente quando eu tentava ligá-la nas frias manhãs de Petrópolis. Às vezes, pegava no tranco, outras não... Eu tinha que empurrar até a ladeira da minha rua e descer por conta do Zé Inácio para lá no finalzinho dar o tranco. Depois era só acelerar com vontade pra não deixar morrer. Depois que ligava era uma maravilha!!
Quer dizer, maravilha é exagero. Sua pintura era vermelha, mas ao contrário da famosa música, não era como espelho e nem dava pra me pentear. Buzina não tinha, mas também pra que usar buzina? O velocímetro resolveu se aposentar num belo dia, nada mais justo, pois já tinha trabalhado anos a fio. Também não fez muita falta, porque eu sabia que por mais que eu acelerasse o carro nunca ia passar dos
Pra minha surpresa,até que apareceram várias pessoas interessadas quando eu resolvi anunciar o carro. Eu não acreditava que conseguiria vender fácil, e se aparecesse alguém me oferecendo uma boa bicicleta teria trocado! Mas apareceu um rapaz interessado em comprá-la pra dar de presente para sua querida esposa (eu me pergunto se era tão querida assim). Ele andou e gostou do carro, ficamos de fechar negócio dia seguinte.
No grande dia, tratei de dar um trato na dita cuja. O principal era fazer pegar e deixar o motor quente pra funcionar com facilidade e evitar surpresas desagradáveis! Mas não é que a surpresa desagradável aconteceu? Pra pegar tinha um macete. Eu desconectava a mangueira do reservatório de gasolina e injetava diretamente dentro do carburador. Mas nesse dia, não notei que quando fiz isso vazou um pouco de gasolina por cima do motor. Resultado: Pegou fogo quando tentei ligar! Consegui apagar rápido e isso não gerou dano algum (eu acho), só susto mesmo. E logo em seguida consegui botar a bichinha pra funcionar, sem contratempos.O rapaz veio, dessa vez acompanhado do seu mecânico e testou o carro. Fui sincero com relação a todos os problemas que o carro apresentava. Eles andaram e testaram o carro, gostaram. Pra minha alegria, fechamos negócio!
Em breve compro outro carro, mas vai ser difícil qualquer outro ter tantas histórias como a Caixinha! E por mais “perrengues” que tenha passado com ela, vou me lembrar dos momentos bons que ela me proporcionou ( que na verdade, nem foram tantos assim...)
PS.: enquanto escrevia esse texto, me lembrei e me arrependi por não ter tirado uma foto sequer da Caixinha. Uma pena!
