8:00 hs da manhã, eu já esperava meu amigo Bruno na ponte branca do bairro Morin, perto de sua casa. O desafio de hoje era encarar as fortes subidas até as Torres do Morin, 1.400 m de altura. Os melhores pilotos de bike da cidade treinam nesse lugar, que exige muita força e resistência. A deslumbrante vista compensa qualquer esforço. De cima é possível ver várias montanhas: Maria Comprida, Morro do Boné, Congonhas, Alcobaça, Cobiçado, Açú, etc... Não é por acaso que esse "point" de bike também é a melhor rampa de vôo livre da cidade. E a lei da física diz que tudo que sobe tem que descer, e isso se torna a melhor parte da aventura! Uhullllll !!
"Algumas das decisões mais sensatas da minha vida eu tomei com a cabeça nas nuvens".
sábado, 31 de março de 2007
8:00 hs da manhã, eu já esperava meu amigo Bruno na ponte branca do bairro Morin, perto de sua casa. O desafio de hoje era encarar as fortes subidas até as Torres do Morin, 1.400 m de altura. Os melhores pilotos de bike da cidade treinam nesse lugar, que exige muita força e resistência. A deslumbrante vista compensa qualquer esforço. De cima é possível ver várias montanhas: Maria Comprida, Morro do Boné, Congonhas, Alcobaça, Cobiçado, Açú, etc... Não é por acaso que esse "point" de bike também é a melhor rampa de vôo livre da cidade. E a lei da física diz que tudo que sobe tem que descer, e isso se torna a melhor parte da aventura! Uhullllll !!
terça-feira, 27 de março de 2007
Muita pressão não abalava a velha bomba de óleo. No início, uma constante manutenção preventiva fazia o sistema rodar macio. Boa lubrificação garantia muita vida útil ao conjunto.
Com o tempo veio o relaxamento. Começaram os ruídos. Peças importantes apresentavam folga. O contínuo e desgastante trabalho diário castigava o motor. Este começou a bater biela, um claro sinal de que as coisas não andavam bem. As molas do sistema já não funcionavam mais. Pistões gastos faziam a máquina propulsora perder forças.
Problema na rebimboca da parafuseta. Problema de junta - junta tudo e joga fora!
domingo, 25 de março de 2007
sábado, 24 de março de 2007
terça-feira, 20 de março de 2007
Acordo 6:30h da manhã com o despertador tocando freneticamente. Me levanto da cama e começo a rotineira tarefa de arrumar os preparativos para a pedalada. Equipo a bike com água, gel energético, ferramentas e um dinheiro qualquer. Filomena, a minha bicicleta nova, não teve descanso um dia sequer depois que a comprei.
Na hora marcada Rogério aparece na minha casa. Partimos então, rumo ao Rocio. BR-040, adoro pedalar nessa estrada de manhã. Com o asfalto impecável dá pra manter uma boa velocidade. Na entrada do Rocio o piso passa a ser formado por pequenos blocos de cimento, ainda assim bom pra pedalar. Esse trecho é o lugar que eu mais gosto de pedalar. Com suas ruas cercadas de Mata Atlântica, sinto uma boa sensação na mudança do ar que respiro.
Rogério descia como um louco as grandes ladeiras, e eu seguia sempre colado o acompanhando, mas com um enorme receio de encontrar de frente com um carro. Passamos por um haras onde belos cavalos se exercitavam. Paramos num boteco para fazer um lanche com bebidas energéticas e algumas paçocas. Decidimos que iríamos fazer uma trilha com o começo no final do ponto de ônibus Rocio. Seguimos por uma rua cercada de cachoeiras. Hora cercada por eucaliptos, que a deixam com um perfume delicioso, outrora por pinheiros e araucárias (minha espécie favorita). Tendo sede, é só parar numa bica e saborear uma deliciosa água pura e geladinha.
Quero voltar logo para poder tirar fotos desse lindo lugar. Fiquei impressionado com o potencial para trilhas e sua beleza, em todo seu trecho. Mais uma vez, me senti realizado e feliz por poder aproveitar a natureza e sua beleza dessa forma, numa pedalada espetacular! Com certeza me tornarei freqüentador assíduo desse cantinho escondido que pouca gente teve o prazer de conhecer.
segunda-feira, 12 de março de 2007
O amor é lindo, nada pode ser mais lindo do que o amor. Namorados se beijando e passeando nas praças públicas das cidades em que moram.
O Amor existe no mundo inteiro, no universo inteiro, nas cidades inteiras e em todos os lugares que existem, mas muitos não o encontram tão fácil assim, de qualquer jeito.
Se esbarram na rua e assim se conhecem, depois marcam um encontro no dia seguinte.Uns tem duas ou três namoradas (os), pois tem sorte de ser bonitões.
Namorados podem ser de todas as maneiras. Pretos com brancos, loiros com morenas, ruivos com morenas, etc. Não importa a cor, mas sim o amor.
Eu espero encontrar meu amor logo.
FIM
* Achei essa redação num antigo caderno de escola, de quando eu tinha 10 anos de idade. hehe
sexta-feira, 9 de março de 2007
Um dia de trabalho de uma equipe de alpinismo no arco do Estádio João Havelange, Rio de Janeiro. Obra do PanAmericano.
domingo, 4 de março de 2007
Quando cheguei no cume do Morro do Boné, sozinho, gritei. E minhas palavras ecoavam por todo lindo vale abaixo, como um sinal para eu entender bem e escutar minhas próprias palavras. Eu precisava botar pra fora todas minhas aflições, decepções de um mundo que ficava pequeno visto lá de cima, do alto da montanha. Precisava me soltar dos grilhões que me prendiam a tudo isso, me libertar.
Armei minha “casinha azul”, num terreno não muito regular, no único pedacinho descampado que eu achei. Dessa vez a vista da varanda não era grande coisa, pois tinha bem na sua frente uma grande rocha. Mas essa própria rocha me serviu como uma poltrona feita sob medida, para que eu pudesse assistir confortavelmente o espetáculo que estava por vir: o pôr do Sol. Mais uma vez, eu era o único na platéia. Toda a magia daquele momento era só meu. Meu mp4 fazia aquele momento ter trilha sonora, como um clipe da minha vida.
♫ And I don't need your sympathy to get me through the day Seasons change and so can I Hold on boy, no time to cry... ♪
E o Sol se esconde atrás do seu belo poente de montanhas. Agora, eu olhava pro lado oposto, leste, onde começaria outro grande espetáculo que me motivara especialmente para estar nesse lugar: o eclipse total da Lua! E assim que ela apareceu no horizonte já mostrava parte de sua circunferência tomada pela sombra da Terra. Atento, eu não perdia nada dessa evolução. Cada vez mais tomada pela sombra, a Lua mudava de cor. Passou a mostrar um vermelho intenso e depois foi lentamente escurecendo.
No meio do espetáculo vejo luzes distantes de lanternas,subindo a montanha. Vagarosamente iam se aproximando. Eis que surge um grande grupo de pessoas, que tiveram a mesma idéia que eu. Agora eu já não estava mais sozinho. Por coincidência, vejo que alguns amigos estão nesse grupo. Trata-se do Joe e da Luciana, eles tem um restaurante e moram no sopé do Morro do Boné, bairro Rocio. Bom reencontrá-los aqui. Ofereci um pedaço de chocolate pra turma e logo conquistei a simpatia de todo grupo. Seguimos então vendo o espetáculo do eclipse, juntos, conversando.
No momento do eclipse total, a Lua desaparece. A escuridão toma conta de tudo e permite que as estrelas agora mostrem seu brilho. O caçador de Órion mostra todo seu vigor com suas armas em punhos, exibindo sua nebulosa com orgulho. Sua alfa, a gigante avermelhada Betelgeuse é minha estrela favorita. Os cães o acompanham. Vejo Touro e sua alfa Aldebaran, perto das famosas Plêiades. Sírius, a mais brilhante de todo céu estava linda.
Deitado na pedra observando o eclipse, reflito sobre minha vida. Me lembro de uma história que me contaram sobre o eclipse. Falava da paixão do Sol e da Lua. Muito bonita a história, mas agora vejo que foi contada pela pessoa errada.
♫ This world is spinning around me This world is spinning without me Every day sends future to past ♪
Vários vaga-lumes aparecem para engrandecer o espetáculo e aumentar ainda mais o brilho dessa noite. Vejo satélites que passam rapidamente riscando o céu. Vejo relâmpagos de uma nuvem distante. Algumas nuvens se aproximam e assustam o grupo que estava comigo, que logo decide partir. Melhor assim, estava sozinho novamente. E assim foi, até acabar o eclipse. Agora eu já podia dormir.
Acordei assustado, ouvindo vozes e risadas baixinhas. Passos em volta da minha barraca. Olhei a hora: 1 hora da madrugada. Não sabia se estava sonhando ou estava escutando vozes de verdade. Mesmo com medo, resolvi ver o que era. Eu estava só de cueca dentro do saco de dormir, então só abri a porta e botei a cara pra fora. Gritei perguntando se tinha alguém, não recebi resposta. Não vi nada. Fiquei atento dentro da barraca, e as vozes voltaram. Botei a bermuda, peguei o canivete. Alguma coisa cai em cima da minha barraca, fazendo barulho e me assustando. Saio pra ver o que era. Minhas suspeitas se confirmaram: era meu irmão Eric e o amigo Nelson. Estes morriam de rir em cima da pedra. Eu voltei pra barraca bravo (e aliviado). Perguntei se eles trouxeram uma ICE gelada e eles responderam que não. Pensei se eles mereciam ou não dormir na minha barraca. Eles acabaram entrando. A barraca que estava grande e espaçosa agora se tornara pequena e apertada para 3 pessoas e suas tralhas. Mas logo eu estava dormindo novamente.
Acordamos cedo para ver o Sol nascendo. Mais um espetáculo da mãe natureza. Eu cambaleava de sono. Logo tratamos de levantar acampamento e encarar a descida.
Mais uma vez, minha velha amiga montanha cumpriu seu papel. Tratou com presteza de filtrar meus pensamentos, recarregar minhas energias. Mais uma vez me sinto privilegiado por poder aproveitar os fenômenos da natureza de uma forma tão intensa, em um lugar tão lindo. Mais uma experiência que marca minha memória para sempre!
quinta-feira, 1 de março de 2007
(Continuação da história iniciada no blog Do Alto da Montanha- Nelson Toledo)
Meu primo Renan se junta a nossa turma pegando emprestada uma bike cheia de teias de aranha. Pneus calibrados, era hora de pegar estrada. Não se fazem mais Lobinhos como antigamente, e alguns começam a ficar para trás. Tudo bem, o rapaz passou a manhã trabalhando, vou dar um desconto...
Ficou combinado que passaríamos no Parque Cremerie antes de ir para o Morro do Cortiço. Chegando lá, vimos a plaquinha que não é permitido a entrada de bikes. Bom, demos 1 real pro tiozinho que vendia algodão-doce e este ficou vigiando nossas “magrelas”, amontoadas na entrada do parque.É sempre muito bom pra mim voltar nesse parque. Me traz recordações de infância, como do dia que empurrei minha prima Rafaela no lago dos pedalinhos. Boas lembranças...
Sebo nas canelinhas novamente, pedalamos até o bairro São Sebastião, casa do nosso amigo Fernando Alemão. Ele não estava, mas já tínhamos ligado para seus pais pra ver se podíamos deixar as bikes lá para podermos fazer a caminhada até o Cortiço. Aproveitamos a gentileza da mãe do Alemão pra encher nossas garrafas de água, nosso combustível. De lá partimos para a Igrejinha, local marcado para encontrar o Antônio Jr. e a Taís, que viriam de carro. Enquanto eles não chegavam tratei de achar uma padaria pra comprar um lanchinho básico.
Todos a postos, iniciamos a caminhada. Bastante conversa, algumas fotos. Essa caminhada é bem tranqüila, logo chegamos ao cume. Um belo visual com uma brisa refrescante constante. Mais fotos. Eis que surge um caminhante solitário no cume da montanha, e seu rosto era conhecido pra mim. Era o Stefan Reynold, um amigo dos tempos do parapente. Conversamos bastante sobre aquela época e relembramos bastantes histórias. Ele estava lá pelo mesmo motivo que nós: ver o pôr do Sol. Mas nosso astro resolveu se esconder atrás de umas nuvens, fazendo charme. Não faz mal, voltaremos outro dia.
A descida foi bem rápida, em determinados trechos todos corriam. Pra descer todo santo ajuda. Me lembrei do meu joelho podre, que já começava a dar sinais. E ainda tínhamos que pedalar até minha casa!
Voltamos na casa do Alemão para pegar nossas bikes. Seu pai estava com um sorriso besta na cara, o Flamengo tinha ganhado o Vasco (eu e Eric somos vascaínos). Tivemos que agüentar as piadinhas. Sua mãe nos aguardava com uma deliciosa surpresa: cuca de banana! (como ela adivinhou que eu adoro isso?).
Eu tinha uma preocupação: teríamos que andar boa parte do trecho na estrada, sem muita iluminação. Nelson foi o batedor do grupo, usando minha lanterna de cabeça virada para trás para que os carros na estrada pudessem nos ver. Em determinado ponto, achamos melhor empurrar as bikes no acostamento, para evitar acidentes. Demoramos um pouco mais, mas chegamos bem